Após a conclusão das obras poderá entrar em funcionamento o transporte de carga de produtos como açúcar, tendo em vista a vocação da cultura da cana de açúcar na região, visando o escoamento pelo porto de Santos para a exportação.
A intenção da recuperação total dos trilhos já havia sido mencionada, em abril, durante reunião entre representantes da concessionária, grupo Rumo, através da usina Cosan, e prefeitos de Marília, Vinícius Camarinha (PSB), e de Pompéia, Oscar Yasuda (PP).
Na ocasião o prefeito falou da importância da logística para atrair mais investidores, somada as obras de tratamento de esgoto e melhorias nas rodovias em andamento.
A retomada do transporte de cargas na região também já foi alvo de audiência pública, organizada pelo MPF (Ministério Público Federal) para discutir melhorias nas rodovias e ferrovias de Marília e região, no ano passado.
O trecho, sob concessão da ALL, está desativado desde 2008 por conta da falta de parcerias comerciais. O trecho ferroviário estava sem circulação de trens desde 2001.
Sete anos depois a ALL assumiu a concessão da malha da então Brasil Ferrovias e promoveu a recuperação do trecho, retomando o transporte de açúcar na região. Porém a falta de cargas fez com que o trecho fosse desativado novamente.
A empresa informou também que realiza a limpeza e manutenção da via e mantém o trecho em condições de circulação para veículos de inspeção. A iniciativa é também uma deliberação da ANTT de 2009 que determina a recuperação de trechos de baixa densidade pelas concessionárias de cargas.
Todavia, em alguns trechos da linha, como próximo ao camelódromo e Terminal Rodoviário Urbano, além dos Correios, o espaço da ferrovia é usado muitas vezes como estacionamento, em outros locais da cidade está abandonado servindo de abrigo para moradores de rua. O mato alto e água parada também causam a sensação de abandono.
O retorno da passagem do trem por Marília agrada a maioria, porém, causa receio sobre os prejuízos ao trânsito da cidade.
Fonte: Diário de Marília
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